Maestro

 

A SALA BADEN-POWELL

apresenta

CURSO SOBRE

FORMAS MUSICAIS

Como conhecer e saber ouvir a chamada “Música Clássica”?

Uma oficina de audição musical

para todos os interessados em descobrir e entender o universo da música de concerto

 

Rio, de 16 de agosto a 26 de setembro de 2018

 

Quintas-feiras, das 19 às 21h30

Ministrado por: Maestro Ricardo Rocha

RELEASE

 

Uma oficina de audição musical para todos os interessados em penetrar o universo da música de concerto, investindo na formação de novas plateias de todas as idades.

 

Este curso é voltado para os que desejam compreender a linguagem da chamada Música clássica ou erudita, aprofundando-se em seu discurso. Ele visa a aprendizagem de uma audição musical inteligente não só para leigos, mas também para estudantes e profissionais da música, por meio de uma abordagem inédita no reconhecimento das principais ideias musicais em meio à sua organização estrutural. 

 

O método utiliza-se da apresentação de obras consagradas em históricas gravações, acompanhadas de pranchas onde a estrutura da peça ou de um de seus movimentos encontra-se como que didaticamente topografada, revelando os padrões e a maneira com que o compositor organizou seus principais temas e ideias, os quais serão identificados e nomeados como tais.

 

O resultado deste novo método surpreende pela experiência de uma audição completamente diferente, capaz de abrir novas vias de acesso ao entendimento e à fruição estética das obras de grandes compositores.

O repertório escolhido abrange obras-primas como Aberturas, Sinfonias, Concertos Solistas e Poemas Sinfônicos, como painel de uma música instrumental pura que, para sua compreensão, exige o conhecimento da linguagem e sintaxe que lhes são próprias.

 

O curso conta com sete aulas de 2h30 cada, sendo a sétima excepcionalmente de 3h, incluído o balanço geral, o encerramento com breve confraternização e a entrega de certificados para os que tiverem tido um mínimo de 75% de presença.

 

PROGRAMAÇÃO DE OBRAS

O programa contará com as seguintes obras a serem analisadas, sendo estas referenciais, podendo, entretanto, ser substituídas de acordo com o perfil do grupo: 

Aula 1) Abertura

. Clássica (século 18): Mozart, abertura de A Flauta Mágica

. Programática (século 19): Wagner, abertura de Os Mestres Cantores

. Concertante (século 19): Brahms, Abertura do Festival Acadêmico

 

Aula 2) Sinfonia Clássica: Mozart, Sinfonia n. 41 “Júpiter” (movimentos 1. e 4.) e Schubert, Quinta Sinfonia (movimentos 2. e 3.)

 

Aula 3) Sinfonia Romântica: Tchaikovsky, Quinta Sinfonia

 

Aula 4) Concerto Solista – um painel da forma com uma obra diferente para cada movimento:

. Clássico: Beethoven, Concerto n.3 em dó menor, para Piano e Orquestra

. Romântico: Dvorák, Concerto n.2 em si m, p/ Violoncelo e Orquestra (3. Mov.)

. Moderno:  Ravel, Concerto para Piano em sol  (2. Movimento)

. Romântico: Tchaikovsky, Concerto para Violino e Orquestra, em ré maior op.35

      (3. Movimento)

 

Aula 5) Poema Sinfônico I - Obras a serem analisadas: 

. Românticos:  Sibelius, Finlândia

  Rimsky- Korsakov: Festival A Grande Páscoa Russa

. Impressionista:  Debussy: Prèlude à L’après-midi d’un faune

 

Aula 6) Poema Sinfônico II - Obras a serem analisadas: 

. Romântico: Mussorgsky-Ravel: Quadros de uma Exposição

. Modernos: Charles Ives: The Unanswered Question;

  Samuel Barber: Adagio for Strings

 

Aula 7) Encerramento do curso:  Sinfonia Coral

. Beethoven, Nona Sinfonia

 

FICHA TÉCNICA

Concepção do Curso: Ricardo Rocha

Professor ministrante: Ricardo Rocha

 

SERVIÇO

Evento: CURSO SOBRE FORMAS MUSICAIS Como conhecer e saber ouvir a chamada Música Clássica? por maestro Ricardo Rocha

Gênero: Oficina livre de música de concerto

Datas: AGOSTO: 16,23 e 30; SETEMBRO: 6,13,20 e 27/09 – sempre às Quintas-feiras

Horário: 19h às 21h30

Local: Sala Municipal Baden Powell - SALA ESPELHO

Endereço: Av. N. Sra. de Copacabana, 360 - 5º andar – Copacabana – RJ

Telefones: (21) 2547-9147 / (21) 98675-4222

Valor: curso completo (com desconto): R$ 480,00 | aula avulsa: R$ 75,00

Classificação: a partir de 12 anos

Duração: 18 horas (distribuídas em 7 aulas)

Lotação: 40 pessoas

Obs.: O curso oferecerá apostila e certificados.

STABAT MATER de Rossini, para Coro, Orquestra e Solistas

Sala Cecília Meireles, Abertura da série Sala Lírica 2018

CORO DA CIA. BACHIANA E ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA

Crítica de Leonardo Marques no site Movimento.com

Fotos: Vitor Jorge

 

 

Neste sábado, 07 de abril, às 20 horas, o maestro Ricardo Rocha irá reger o Concerto de Abertura da Série Sala Lírica 2018 na Sala Cecília Meireles, com a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), o Coro da Cia. Bachiana Brasileira e solistas convidados.

O programa é uma homenagem aos 150 anos da morte de Gioacchino Rossini e inicia com a abertura da ópera "La Gazza Ladra". Antes do intervalo será apresentada “A Grande Páscoa Russa” (abertura) op. 36, de Nikolay Rimsky-Korsakov, em comemoração à Páscoa ortodoxa e fechando a noite com o oratório sacro Stabat Mater para coro, orquestra e  solistas, cujo quarteto é formado por Marina Considera, soprano; Carolina Faria, mezzo-soprano; Paulo Mandarino, tenor; Lício Bruno, barítono.

Já no domingo, dia 8 de abril, ocorrerá o 4º Concerto para a Juventude da OSB, igualmente sob a regência do maestro Ricardo Rocha e contará com a execução da belíssima peça Le Tombeau de Couperin, de Maurice Ravel, da reprise da “A Grande Páscoa Russa”, de  Rimsky-Korsakov, e duas aberturas de Rossini.

 Informações:                     

 http://salaceciliameireles.rj.gov.br/?portfolio=coral-cia-bachiana

 http://salaceciliameireles.rj.gov.br/?portfolio=concerto-para-juventude

 

 

 

 

 

 

 

 

“(...) O Coro da Cia. Bachiana Brasileira ofereceu uma excelente performance durante toda a obra, com afinação precisa e expressividade. O quinto movimento, Eja, Mater, cantado a cappella junto com o baixo solista, foi um dosgrandes momentos da noite, assim como a passagem final em estilo fugato, Amen, in sempiterna.

O quarteto solista esteve em geral equilibrado, com o tenor Paulo Mandarino talvez um pouco destoante, às vezes coberto pela orquestra. Seu momento mais importante (Cujus Animam) foi bem interpretado, ainda que tenha carecido de projeção mais generosa. O baixo-barítono Licio Bruno esteve muito bem em suas intervenções, como no supracitado quinto movimento, ao lado do coro, e também em seu solo imediatamente anterior, Pro peccatis, com emissão sempre clara e bem projetada.

A mezzosoprano Carolina Faria ofereceu um solo consistente no sétimo movimento, Fac ut portem, enquanto a soprano Marina Considera interpretou com intensidade o movimento seguinte, Inflammatus et accensus, acompanhada pelo coro. As duas artistas protagonizaram juntas um momento de grande musicalidade: o belíssimo dueto do terceiro movimento, Quis est homo. Foi muito bom conferir o que as duas podem render quando escaladas para partes que lhes são adequadas.(...)".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A REPERCUSSÃO DA MONTAGEM DO ELIAS, DE MENDELSSOHN

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clovis Marques

Mendelssohn, o oratorio "Elias" na Sala Cecilia Meireles e um herói: entra década, sai década, o maestro Ricardo Rocha mobiliza patrocínios, instila entusiasmo e burila talentos com a sua Cia Bachiana Brasileira, mantendo presentes na cidade (e fora dela) grandes obras corais que de outro modo só seriam ouvidas por aqui... em discos. Bravo, maestro! Acreditar e querer assim é raro! Bravo também, em especial, ao coro da Cia Bachiana Brasileira e, entre os solistas, à arte e à voz hoje na plenitude, da contralto Carolina Faria, puro diamante na constelação brasileira de cantores.

          CARRUAGENS DE FOGO

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Fabiano Gonçalves em 20 dez 2017 , nas áreas CríticaLateralMúsica coralRio de Janeiro

Cia. Bachiana Brasileira encerra a temporada 2017 daSala Cecília Meireles com concerto arrebatador.

 

“Em um país minimamente civilizado, que desse valor à Cultura, um evento desse porte seria apresentado várias vezes em vários espaços. (…) Tampouco se entende por que um trabalho como o da Cia. Bachiana Brasileira não seja declarado patrimônio cultural do país e adotado pelo poder público, e que seu regente e diretor musical não esteja à frente de alguma orquestra nacional. Coisas do Brasil.”

 

A declaração é do compositor catarinense Edino Krieger e foi publicada em uma rede social após o concerto de encerramento da temporada 2017 da Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, realizado no dia 17 de dezembro pela Cia. Bachiana Brasileira – coro, orquestra e solistas –, sob direção musical e regência do maestro Ricardo Rocha. As palavras do venerável compositor expressam o deslumbramento da plateia diante da irretocável performance do épico oratório Elias, Op. 70, MWV A 25, de Felix Mendelssohn (1809-1847).

 

Admiração pelo Barroco

A gênese dessa obra começou quando o compositor, aos 20 anos de idade recém-completos, promoveu e regeu, na Berlin Singakademie, récita de A Paixão Segundo São Mateus, de J. S. Bach, obra então esquecida e, a partir daquele momento (11 de março de 1829), novamente alçada ao posto de obra-prima da música ocidental. Mendelssohn teria se tornado tão aficionado pelo gênero oratório (especialmente nos moldes barrocos) que compôs seu primeiro em alguns anos: Paulus, Op. 36, cuja exitosa estreia ocorreu em 1836, em Dusseldorf.

O interesse em criar composição similar surgiu instantaneamente, mas o tema não – até que Mendelssohn deparou-se com o Livro dos Reis, do Velho Testamento. Segundo o compositor e maestro alemão Ferdinand Hiller (1811-1885), certa tarde “encontrei Mendelssohn mergulhado na Bíblia. ‘Escute’, ele me disse, e então leu para mim, em uma voz gentil e agitada, a passagem do Livro dos Reis que começa com as palavras: ‘E eis que o Senhor passou’. ‘Não seria esplêndido para um oratório?’, ele exclamou”.

Em carta enviada em fevereiro de 1838 ao pastor Julius Schubring, que foi seu consultor bíblico em Paulus e acabaria por se tornar o libretista de Elias, Mendelssohn escreveu: “Eu pensei em Elias como o autêntico profeta que novamente precisaríamos nos dias de hoje: forte e cheio de zelo, mas também zangado, irado e sombrio, o oposto dos canalhas da corte e dos canalhas do povo; o oposto de quase todo mundo, mas, apesar de tudo, como que carregado por asas de anjo”.

A obra estreou em 1846, no Festival de Birmingham, na Inglaterra. A história oferece todos os tipos de efeitos que invocam o tratamento musical colorido, tais como a ressurreição do filho de uma viúva, uma erupção de chamas sobre um altar e uma terrível tempestade que chega para dar fim a uma devastadora seca de três anos e meio. Embora não seja uma narrativa contínua, o libreto contém episódios suficientes para criar um retrato completo do personagem-título.

 

Perfeccionismo e perfeição

A fluência e a elegância melódicas, a potência dos conjuntos corais e a extraordinária riqueza harmônica da partitura de Mendelssohn estavam presentes na interpretação da Cia. Bachiana Brasileira. Não contente em dar vida e dramaticidade à obra, o maestro extraiu dos músicos e cantores uma perfeição ímpar (mesmo para o alto padrão de qualidade do grupo) – desde o capricho com a pronúncia em alemão do coro à flexibilidade da dinâmica da orquestra, a trajetória do profeta foi feita real diante do público com a pungência de uma ópera.

O coro, com aproximadamente 36 vozes, foi da violência de uma multidão enfurecida à delicadeza de hostes celestiais. Experientes e (muitos) há tempos em parceria com o maestro, os cantores amalgamaram-se com harmonia, dando origem a um conjunto vocal coeso, potente, maleável e cheio de força interpretativa. Clamando ou reclamando, baixos sonoros, tenores brilhantes, contraltos presentes e sopranos suaves superaram, neste concerto, a excelência com a qual comumente cantam.

As vozes do coro que integraram o octeto solista – Ana Cecilia Rebelo e Michele Menezes (sopranos), Lily Driaze e Jane Acosta (contraltos), Roberto Montezuma e Ossiandro Brito (tenores), e Cyrano Sales e Francisco Carriço(baixos) –, além da beleza dos timbres, demonstraram grande capacidade interpretativa e desenvoltura de profissionais.

A orquestra, composta por músicos experientes e atuantes na cena carioca (vide a spalla Carla Rincón, do Quarteto Radamés Gnattali, e a flautista Sofia Cecatto, do Trio Capitu, entre outros), interpretou com sensibilidade a música teatral e cheia de nuanças da partitura de Mendelssohn, tornando-se perfeito suporte para as emoções de coro e solistas.

 

 

 

 

                                                       

 

 

Maestro Ricardo Rocha

 

 

Quarteto fantástico

A soprano Veruschka Mainhard, a contralto Carolina Faria, o tenor Eric Herrero e o barítono Marcelo Coutinho compuseram um louvável quarteto de solistas. O timbre metálico de Veruschka deu grande dramaticidade aos lamentos da Viúva de Sarepta, enquanto Carolina modulou sua fascinante voz tanto para a doçura de um Anjo, como para a fúria da rainha Jezabel. Já Herrero empregou seu timbre de agudos vibrantes nas vozes do rei Acab e de Obadias – exemplo foi a linda interpretação de So ihr mich von ganzem Herzen suchet.

Mas estrela fulgurante foi Marcelo Coutinho como o profeta protagonista. A voz em grande forma, aliada à vigorosa desenvoltura musical, conferiram comovente vida ao personagem. Os momentos mais desesperadores da história, em particular a ária Es ist genug, so nimm nun, Herr, meine Seele, na qual o profeta pede para o Senhor tirar sua vida, foram profundamente tocantes.

Antes que o profeta Elias subisse aos céus em carruagens de fogo, a Cia. Bachiana Brasileira e seu regente Ricardo Rocha incendiaram a Sala Cecília Meireles com uma fenomenal execução do oratório de Mendelssohn, arrebatando uma plateia extasiada até o repouso da batuta. Para Edino Krieger – que, segundo o diretor Miguel Proença, será homenageado na Sala em 2018, em comemoração por seus 90 anos –, o conjunto fez um “encerramento com chave de ouro da temporada carioca” e nos encheu de “esperança de que outros dessa envergadura e qualidade nos aguardem na temporada do próximo ano”. Mestre Edino, também torcemos para que a seca acabe e que suas palavras sejam proféticas.

Fotos : Gustavo Bonfim

Fabiano Gonçalves

Publicitário e roteirista (formado no Maurits Binger Film Institute - Amsterdã). Corroteirista do longa O Amor Está no Ar e de programas de TV (novela Chiquititas - 1998/2000). Redator na revista SuiGeneris, no site Escola24horas e no Departamento Nacional do Senac. Um dos fundadores do movimento.com, escreve também sobre televisão para o site teledossie.com.br. - E-mail: fabiano@movimento.com

Edino Krieger

 

 

19 de dezembro às 20:37 · 

COM CHAVE DE OURO
O numeroso público que lotou a Sala Cecília Meireles no último domingo á tarde, 17 de dezembro, certamente já conhecia a qualidade do trabalho da Cia. Bachiana Brasileira e a beleza da música de Mendelssohn. Obras antológicas como o belíssimo Concerto em mi menor para violino; a música incidental para o Sonho de uma Noite de Verão de Shakespeare, com sua famosíssima Marcha Nupcial, ou a Sinfonia Italiana, ou ainda a Gruta de Fingal ou as canções sem palavras, que todos já haviam aprendido a amar - aquele romantismo feliz, aquela musicalidade epidérmica, aquela perfeição do conteúdo e da forma que identifica o gênio. 
Mas o concerto de encerramento da temporada da Sala Cecília Meireles, uma temporada feita de resistência e desafios brilhantemente superados pela gestão anterior, de Jean Louis Steuerman e pela atual de Miguel Proença, proporcionou muito mais do que um concerto de encerramento. 


O que a Cia. Bachiana Brasileira ofereceu foi a revelação de uma obra mais do que genial, um legado derradeiro e monumental, uma síntese da própria vida, um último e poderoso suspiro que o compositor não chegaria a ouvir. Tal a magnitude desse monumento do romantismo que é o Oratório Elias de Mendelssohn.
Uma obra de excelência, em que todos os elementos composicionais são tratados em sua potencialidade máxima, seja a estrutura melódica isolada ou em rica trama polifônica, seja a extraordinária riqueza harmônica, em que toda a grade da tonalidade é exposta com absoluta naturalidade, por vezes pavimentando um caminho que levaria a um Wagner. 
Uma leitura normal seria suficiente para reconhecer a beleza e a grandiosidade serena da obra.


Mas a Bachiana Brasileira foi além: fez da execução da obra um exercício de perfeição raramente alcançado. O perfeccionismo do regente Ricardo Rocha, conhecido do numeroso público que acompanha seus trabalhos anteriores, se esmerou na preparação dessa obra. Cada frase musical era tratada com todos os seus valores dinâmicos e agógicos, num fluir e refluir nuca linear, mas com o máximo de seu rendimento expressivo. Acrescente-se a isso a qualidade vocal e musical de todos os grupos participantes, coro, orquestra e solistas, com sua afinação perfeita, seu equilíbrio admirável entre si e em cada grupo sonoro a começar pela qualidade do excelente quarteto solista em intervenções isoladas ou em conjunto. Os agudos cintilantes de Veruschka Mainhard, o timbre fascinante de Carolina Faria, a voz cristalina do tenor paulista Eric Herrero, e a admirável e consistente qualidade vocal e musical do barítono Marcelo Coutinho promoveram um diálogo perfeito com o coro e a orquestra, fazendo dessa apresentação única do Oratório Elias um ponto culminante da temporada musical carioca de 2017. 
Num país minimamente civilizado e que desse valor à Cultura um evento desse porte seria apresentado várias vezes em vários espaços. Quem sabe em São Paulo isso ocorresse?. 


Tampouco se entende que um trabalho como o da Cia. Bachiana Brasileira não seja declarado patrimônio cultural do país e adotado pelo poder público, e que seu regente e Diretor Musical não esteja à frente de alguma Orquestra nacional. Coisas do Brasil.
Só nos resta agradecer pela alegria de haver presenciado um encerramento com chave de ouro da temporada carioca e a esperança de que outros dessa envergadura e qualidade nos aguardem na temporada do próximo Ano.
Edino Krieger - RJ, 18.12.2017

ROSSINI: STABAT MATER | ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA E CORO DA CIA. BACHIANA.